domingo, 25 de outubro de 2009

Epidemias

Gripe espanhola


Pequenos contra gigantes.

Desde tempos imemoriais pequenos seres microscópios vêm travando uma grande batalha com nós - os seres humanos.
De modo geral, não conseguimos ganhar essa guerra, às vezes, conseguimos situações de equilíbrio.
Esses pequenos seres foram responsáveis por milhões de mortes, cidades inteiras arrasadas, famílias destruídas. Espalharam medo e terror pelos quatro cantos do mundo.


Até que conseguimos vê-los.
Nossas batalhas foram aperfeiçoadas quando tivemos noção de que existiam seres tão pequenos que nossa vista não os viam.
A lente foi nossa aliada. Não podemos ver objetos menores que um décimo de milímetro, mas com uma lente isso foi possível. Leeuwenhoek moldando um pedaço de vidro começou a examinar coisas tão pequenas que escreveu lá pelos idos anos de 1675 :

[...] descobri criaturas vivas na água da chuva que ficara estagnada por alguns dias num novo barril...Isso me encorajou a investigar essa água mais atentamente, já que esses [animais] me pareciam aos olhos mais de dez mil vezes menores do que o [animal] ...de nome pulga-d'água, que se pode ver em movimento na água com a vista desarmada. [1]

Vacinação contra a varíola


Esse teria sido o início de uma relativa vantagem do ser humano frente aos seus minúsculos inimigos. Quando desastres viriam!
Eleger a doença mais fatal de todas não é tarefa fácil, talvez seja melhor relatarmos aquelas que mais horrorizavam, nesse sentido, não temos dúvida de escrever algo sobre a varíola.
A doença causa causou 300 milhões de mortes entre os anos de 1896 e 1980, quando foi eliminada, sendo assim a primeira forma de vida extinta pela humanidade propositalmente hoje só há dois lugares no mundo que guardam o vírus dessa doença - Atlanta, nos Estados Unidos e na Sibéria, na Rússia. Há pessoas que acham que estamos abusando da sorte em mantermos tal organismo em laboratório, outras acham que devemos guardar esses exemplares porque sabemos como vencê-los.


Roupa usada para não contrair a peste negra.


A varíola desfigurou pessoas de todas as classes no mundo inteiro, pessoas serviram de cobaia, na maioria das vezes órfão e indigentes recebiam propositalmente o vírus para ver o que acontecia. Uma das formas de prevenção era injetar o vírus na pessoa antes que ele o contaminasse, assim criaria imunidade. Lady Mary, uma mulher da corte britânica conheceu o método de inocular o vírus da varíola na Turquia do século XVIII, testou-o no próprio filho para previnir que ele se infectasse, era o início de uma esperança que só veio quando perceberam que a vaca possuía uma espécie da doença que se inoculada nas pessoas essas desenvolviam uma vertente menos agressiva.

A peste negra.
Ruas cheias de cadáveres, famílias inteira morrendo, as carroças passavam recolhendo os corpos que se amontoavam nas ruas - o quadro era dos piores possíveis.
A peste negra se espalhou pelo mundo no século XIV, de tal forma que até hoje permanece no inconsciente coletivo como uma da piores coisas que já aconteceu na história da humanidade.
Não sabiam porque as pessoas morriam, não sabiam se defender do inimigo invisível. Uns acreditavam que era a ira de Deus, outros achavam que passava de pessoas para pessoas, o pior acorreu quando começaram a culpar estrangeiros, em especial os judeus, muitos foram queimados vivos.
Outros grupos de pessoas achavam que a peste veio em resposta aos seus pecado e para amenizar se auto flagelavam. Parece que não prestaram a atenção na quantidade de ratos que carregava dentro de suas pulgas o germe da peste que tanto matou pessoas.
Peste negra
Provavelmente os roedores chegaram pelos portos da atual Itália vindos do centro da Ásia. Cada rato carrego consigo inúmera pulgas as quais quando picam alguém injetam milhares de bacilos no ser humano.
A peste passava de rato para rato, que não eram poucos e mesmo se todos os ratos morressem a peste conseguiria sobreviver por cinco anos e contaminaria a próxima geração.

Tuberculose.
"Descender dos macacos catarríneos.
Cair doente e passar a vida inteira
Com a boca junto de uma escarradeira,
Pintando o chão de coálogos sanguíneos!"
Augusto dos Anjos - Eu.
Os bacilos que causam a tuberculose não só mataram poetas, disseminoou milhões de pessoas em todo mundo e hoje, ainda é temida, apesar dos avanços nos medicamentos. O maldito bacilo que adora os pulmões também pode infectar o intestino, chegando nele através do leite não-pausterizado. Atinge, também, nódolos linfáticos no pescoço, inchando a garganta à maneira de uma caxumba, como se não bastasse, o bacilo pode se instalar nos ossos, muitas pessoas corcundas, como se constata desde a antiguidade, sofreram perfuração na coluna, causadas pele bacilo deixando-as de tal forma.
Pesquisas, testes, infinitas insistências de pesquisadores do porte de Robert Koch, conseguiram descobrir como esses seres vivem e encontraram antibióticos que puderam controla-los.
Lepra.
"Mais de 90% da população do mundo ãoconseguiu pegar lepra, mesmo que tntasse, e o rstante provavelmenteteria que viver com um paciente doente durante anos para que pudesse contrair a doença" [2] Uma das doença mais difíceis de se contrair porém, carrega um estiguima religioso que aterroriza por demais quem sofre dessa doença, também conhecida como hanceníase.
Ela desfigura principalmente as partes cartilaginosas e os nervos, caia as sombranselhas, etc.; isso deixa as pessoas portadoras dessa doença espostas de tal maneira que seu psicológico fica abalado.
Os leprosários foram muito normais na história da humanidade, lugar de exclusão e horrou. Dedicados pesquisadores se debrussaram sobre os estudos para tentar achar a causa do doença, foi uma enorme batalha, não totalmente vencida, mas controlada.
Um pesquisador norueguês, Danielsen, desconviou que a lepra era hereditária, injetou tecidos contaminados em seu próprio corpo - nada o aconteceu - mas ela estava enganado. A lepra não era hereditária. Apesa de Danielssen ter dado várias contribuições para os estudos da lebra coube a Gerhard Henrik Armauer Hansen provar que havia pequenos microorganismos que causavam a terrível doença.
Hansen chegou a tentar infectar uma paciente para provar suas teorias o que quase lhe custou uma punição:
[...]"a paciente era uma jovem que já tinha a lepra; portanto, Hansen não quis lhe passar a doença, mas induzir o crascimento da infeccção onde ele injetou o material, e assim provar qu esse material causava a doença. Acreditanto que a doença tornara os olhos da mulher insensíveis, resolveu injetar no olho, certo de que se a infecçao evoluísse, ele poderia extraí-la sem causar dano à visão.
O procedimento de fato foi doloroso para mulher, e ela ficou horrorizda com a atitude de Hansen." [3]
Brand, um pesquisador filho de médicos missionários na Índia, deu significativas contribuição para o desenvolvimento de cirúrgias que pudessem reparar os estrgos da lepra, foi ele um dos pioneiros a descobrir que o bacilo não gostava de calor, por isso atingia os nervos mais superficiais. O pesquisador obteve sucesso em cirúrgias que devolveram movimentos às pessoas atingidas pela doença, Brand além de devolver movimentos a um comerciante implantou-lhe coro cabeludo nas sombrancelhas que passaram a crescer demasiadamente tendo o paciente que cortá-las com regulariadade à maneira que fazia com cabelos, mas isso não incomodou o paciente, visto que pessoas sem sombrancelhas eram estigmatizadas pela população.
Outras epidemias que apavoraram e ainda apavoram o mundo.
Gripe Espanhola. Matou 20 milhões de pessoas em todo mundo, teve seu auge em 1918.
Dengue. Ainda mata em torno de 22 mil pessoas por ano, atingi principalmente os países tropicais.
Ebola. Já matou 2.000 de forma fulminante, ocorre no sudeste africano.
AIDS. Tem alcance em todo mundo, já morreram em torno de 22 milhões de pessoas. Foi descoberta nos EUA em 1981.
Gripe Aviária. Matou 262 pessoas, sua abrangência foi mais localizada, no sudeste asiático.
Gripe Suína. Iniciou-se uma epidemia que já está sendo considerada pela OMS uma pandemia e já matou mais de 5.000 pessoas em todo mundo.
Bibliografia.
JEANETTE, Farrell. A assustadora história das Pestes e Epidemias [trad. Mauro Silva] São Paulo: Ediouro, 2003.
[1] JEANETTE, Farrell. op cit, p. 23
[2] JEANETTE, Farrell. op cit, pp.65-66.
[3] JEANETTE, Farrell. op cit, pp. 82-83.
Roupa usada para não contrair a peste negra. JEANETTE, Farrell. op cit, p. 101.
Revista Nova Escola. Ed. Abril, set. 2009.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Não encontrou o que queria? Pesquise na web.

Pesquisa personalizada