segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O trabalho e o mercado de trabalho.

Imagem: Suat Eman


"[...] a preocupação do geógrafo é estudar a população como reserva disponível de recursos humanos, os números são da maior importância, pois revelam o potencial que a população apresenta para a realização dos programas de desenvolvimentos". (ROSS, 1998.)
As mudanças mais significativas na PEA (População Economicamente Ativa) brasileira no século XX.
A população brasileira passou por várias mudanças no decorrer do século XX, a PEA acompanhou essas mudanças. De país agrário agroexportador até a década de 1950, o país, a partir daí, começou a se tornar urbano-industrial. Fator que contribuiu sobremaneira para as aterações na PEA.
Em 1940, a PEA no setor primário (atividade que envolve agropecuária e extrativismo) ocupava um percentual de 86,5%. Estando a maior parte nos atuais estados do sudeste e do sul do Brasil. A partir de 1960 esse perfil começa a se alterar, agora é o setor secundário (atividades industriais) que começam a receber mais trabalhadores, devido principalmente à industrialização e a urbanização do país. A partir daí, a PEA começa aumentar no setor terciário (setor de serviços e comércio) para se tornar majoritária até os dias atuais. Mais uma vez a dinâmica econômica atuou no sentido de promover essa mudança, novas profissões e tecnologias fizeram com que a PEA saísse do setor primário, fosse para o secundário para depois engrossar significativamente o setor terciário, este participando com 58,1% da PEA em 2005.
A mulher no mercado de trabalho.
A participação da mulher vem aumentando no mercado de trabalho. A contribuição delas na renda das famílias aumentou de 30,1% em 1992 para 39,8 % em 2007. A mulher passou a ser provedora dos recursos financeiros de 22,3% dos lares do Brasil.
A informalidade no mercado de trabalho.
Vimos que a industrialização/urbanização atraíu as pessoas para as indústrias e quando essas se equiparam com novas tecnologias e surgiram novas profissões deixaram de empregar como antes e o setor terciário aumentou.
No setor terciário, não raro, há necessidade de conhecimentos variados, habilidades e conhecimentos cada vez mais abrangentes. Esse fator, aliando à uma hipertrofia do setor, causa a informalidade. Pessoas são obrigadas a trabalhar como vendedores ambulantes, guardadores de carros, catadores de material reciclável, etc. O emprego formal caiu consideravelmente no final da década de 1990, período onde as novas tecnologias e a exigência de profissionalização atuaram de forma mais significativa, soma-se a isso crises econômicas conjunturais.
Referências:
SANTOS, Miltom; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 7ed. São Paulo: Record, 2005.
ROSS, Jurandyr L. (org) Geografia do Brasil. Edusp, 1998.
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: geografia, ensino fundamental. 2ª série, vol. 3. Maria Inês Fini (org). São Paulo: SEE, 2009.
Sugestões imprescindíveis de leituras:

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