domingo, 16 de janeiro de 2011

A importância da preservação dos patrimônios históricos-culturais.

Aspecto de um prédio histórico em Cravinhos-SP, má conservação e com risco de cair.


O jornal Gazeta de Ribeirão realizou uma entrevista com o professor espanhol especialista em patrimônios históricos-culturais. Sabaté Bel, do Departamento de Urbanismo e Ordenação do Território da Universidade de Catalunha, fez interessantes observações.
Dentre elas destacou a importância do envolvimento da população local na preservação dos patrimônios históricos-culturais, também defendeu a ideia de que os tombamentos deveriam se voltados à preservação de um bem e não a seu congelamento, de forma que seja possível realizar adaptações para os diversos usos. Ressaltou sobretudo que no século XXI detecta-se novos paradigmas que envolvem natureza e cultura. Sendo estas parte de um mesmo conceito, o patrimônio.
Analisem abaixo algumas falas do professor turante a entrevista.
  • "Se os habitantes conhecem o patrimônio e explicam para os visitantes, melhora-se o conhecimentos geral;
  • [...] o que nos parece interessante reivindicar é que o patrimônio cultural pode ser um elemento adequado para fazr melhores planos, que redundem também em melhores condições de vida da população de um determinado território;
  • Patrimônio pode ser muito bem uma fonte de negócios. Há muitas empresas que são inteligentes e dizem que , em lugar de ter minha sede central, os escritório principais em um edifício feito onteontem, prefiro ir para a fábrica e ganhar uma qualidade, fazendo ampliação. Isso não é especulação, é inteligência e preservação de patrimônio;
  • A questão não é tombar ou não, mas em fazer um bom reconhecimento de coisas que são essenciais. Isso não é um problema só no Brasil. Ocorre em todo lugar;
  • A herança cultural não se deve simplesmente preservar. Temos visto que pode gerar oportunidades de desenvolvimento onde coexistem valores históricos e novos valores territoriais.
  • A construção de hoje pode também gerar identidade e patrimônio de amanhã. Paisagem e território são como mero suporte, mas como fator básico de qualquer transformação. Residentes são realmente essenciais no futuro de um parque patrimonial, tanto por seus reconhecimentos, recordações e história, como por seu entusiamo, uma vez que reconhecem o valor do patrimônio acumulado."
Referência:
Jornal Gazeta de Ribeirão, 16 de jan. 2011. p. 10. Reportagem de Maria Teresa Costa, da Agência Anhaguera.
Foto: Alexandre de Freitas.

Um comentário:

  1. Interessante. Acho que a cidade moderna ainda não aprendeu a absorver sua própria história...

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