domingo, 27 de março de 2011

O renascimento nuclear repensado depois do acidente de Fukushima.

Usina atômica em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.
A energia atômica possui várias funções e os programas nucleares para fins pacíficos se fundamentam naquela que podemos chamar de "enegia do bem". Dentre as aplicações da energia nuclear temos o uso na saúde: medicina nuclear, fabricação de drogas, esterilização, radioterapia contra câncer, diagnósticos e tratamento de queimaduras. Além do uso na arqueologia e na agricultura.Contudo, a energia nuclear pode ser usada para funções questionáveis e que são suscetíveis de provocar uma reavaliação em determinados usos. O uso militar, por exemplo, é amplamente (mas não totalmente) condenável. Já o uso na produção de energia elétrica ganhou força no início deste século, a produção dessa energia não cria problemas como o aquecimento global e esse foi o principal pretexto para um significativo impulso na construção de usinas nucleares. Segundo alguns estudiosos do assunto, a energia atômica usada para produzir energia elétrica daria uma boa resposta às questões ambientaias, visto que não emite poluentes.
Fukushima.
O recente acidente nuclear em Fukushima colocou o mundo para pensar. Seria a energia nuclear indispensável para produzir energia elétrica? O lixo atômico que elas essas usinas produzem vem sendo discutido há tempo e ainda não se chegaram a um consenso sobre seu destino, os vazamentos começaram a assombrar o mundo com o acidente de Chernobil, e agora vem Fukushima.
O primeiro ministro japonês afirmou recentemente que a situação no país é imprevisível, a ameaça de contaminação por radiação fez com que o país tomasse várias medidas, mas elas ainda não definiram a situação.
Relembrando.

Túmulo de Leide das Neves, uma das vítimas do césio 137 - um caixão especial numa vala especial no Cemitério Jardim das Palmeiras em Goiânia. Foto e informação: Caliandra do Cerrado.
Em 1987 o Brasil conheceu de perto o que são os efeitos da radiação. Na cidade de Goiânia (GO) 621 pessoas foram contaminadas com césio 137. Sucateiros acharam uma cápsula contendo o material num lixão, o dono de um ferro velho comprou-a e a quebrou, muita gente ficou impressinada com o que viu. O material emitia um brilho azul que a noite chegava a iluminar um quarto.
Um homem teve contato com um pedaço de césio do tamanho da metade de um grão de arroz, colocou esse pedaço na mão e o esfarelou. Até hoje ele sofre as consequências, teve que amputar um dedo e a ferida na mão não se cicatriza, teve que colocar um enxerto de pele da sua barriga em sua mão.
Mas ele sobreviveu, várias pessoa morreram. Em síntese, 19 gramas de césio 137 produziram duas colinas cobertas por gramas onde estão 4.223 tambores de 200 litros, 1.347 caixas metálicas, 8 recipientes de concreto e dez contêineres marinhos. Tudo isso contendo material radiativo soterrado, ao custo de 28 mil reais por mês para os cofres públicos.
As condições naturais do Brasil.
O Brasil possui rios de planalto que podem fornecer muita energia, as hidrelétricas são caras e provocam inundações que comprometem o meio ambiente, afetam a população local e pode destruir patrimônio biológicos e culturais. A biomassa e a energia eólica são pouco exploradas no país, não temos notícias de projetos voltados a explorar a energia solar em escala comercial. mas o governo planeja investir em mais Angras.
De nossa parte, não queremos "brincar perto da usina".
Referências:
Atualidade Abril, 2011. Ed. Abril.
Folha de São Paulo, Ribeirão C-12, 17 de març, 2011.
Gazeta de Ribeirão27 de març, 2011.

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