terça-feira, 18 de outubro de 2011

O arquipélago metropolitano mundial.

Distribuição da população mundial conforme a latitude. Obseva-se a grande concentração de pessoas no Hemisfério Norte. Imagem: Atlas Geográfico Escolar. São Paulo: IBEP.
Em torno de 90% da população mundial vive no Hemisfério Norte, desse total mais ou menos metade concentra-se entre os paralelos 20º e 40º desse hemisfério. No contexto dessa população há lugares onde podemos chamar de "aquipélago metropolitano mundial" no qual se concentram grandes empresas financeiras, governos e instituições que têm peso político no cenário mundial, concentração de ciência e tecnologia, etc.
Esses lugares são representados basicamente por grandes cidades formando regiões metropolizadas. Vejamo-os.
Principais: Nova Iorque - Filadélfia (EUA, costa oeste); Dorsal Européia, Londres e Paris (Europa); Tóqui - Osaka (Japão).
Secundárias: Chicago (EUA, grandes lagos); Los Angeles (EUA, costa do Pacífico); Seul - Xangai - Pequim - Hong Kong - Cingapura (Ásia, costa do Pacífico); Rio de Janeiro - São Paulo - Buenos Aires (Polígogo do Mercosul, América do Sul).
Fonte: São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: geografia, ensino fundamental, 8ª série 4º bim. (coord.) Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. 
No site Geo Mundo, do Prof. Washinton, encontramos um interessante texto que nos fala mais sobre as abordabens de Dollfus.
Ei-lo. "Lugares de poder: o arquipélago metropolitano mundial.
No final do século XX, os poderes que atuam sobre o mundo e as inovações que o transformam localizam-se num número limitado de lugares: megalópoles da América do Norte, a do nordeste e a da Califórnia, a do Japão, centrada em Tóquio, a da Europa Ocidental, entre a planície do Pó e a bacia de Londres, englobando a ilha parisiense. Aí, 5% da população mundial vive em 0,4% da superfície das terras. É aí que se localiza a grande maioria das 500 maiores empresas financeiras e industriais, os governos e as instituições que pesam sobre o Mundo: Casa Branca e Pentágono, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional em Washington; as Nações Unidas e Wall Street em Nova York; os centros financeiros de Tóquio, Frankfurt e Londres, as grandes agências de informações que tratam e difundem os acontecimentos do Mundo; e, em Londres, a Reuter, que monopoliza as informações financeiras. Os membros do G-7 aí residem, como os presidentes e os primeiros-ministros, que freqüentam as “conferências de cúpula”. Dos novos conhecimentos, 90% se elaboram nos laboratórios dos países onde se encontram essas megalópoles.
Nesses pólos do sistema-mundo, estratégias e decisões repousam num tratamento maciço e instantâneo de informações públicas e confidenciais coletadas em todo o mundo. No anel das redes que cinge a Terra nas latitudes médias do Hemisfério Norte, circulam 98% das informações financeiras, e os tráficos aéreos são aí os mais intensos. Os contatos diretos entre dirigentes conservam toda a sua importância, sem embargo da fluidez e da diversidade dos meios de comunicação: é nesse anel que se deslocam os “novos nômades” que dirigem o mundo.
Por toda parte as mesmas grandes infra-estruturas, plataformas aeroportuárias e portuárias, redes rodoviárias e ferroviárias, os mesmos grandes hotéis e as altas torres onde têm sede as grandes empresas; por toda parte os preços dos imóveis nos grandes centros urbanos são justificados pelo número de negócios das empresas mundiais que se encontram.
O poderio mundial se exerce numa concentração geográfica dos poderes.
DOLLFUS, Olivier. Geopolítica do sistema-mundo. In: SANTOS, Milton et al. (Org.).
O novo mapa do mundo: fim de século e globalização. 2. ed. São Paulo: Hucitec-ANPUR, 1994. p. 34-5."
Fonte: Geo Mundo

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