sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Carros e o trânsito: o deslocamento rápido que não deu certo.


Aumentar a velocidade de um deslocamento é algo recente na história da humanidade. Do deslocamento a pé, depois a cavalo e carruagem, depois as primeiras locomotivas e os primeiros carros; até o início do século XX, pode-se dizer que a velocidade não ultrapassava muito a média de 30 Km/h.
Depois veio o avião e os carros começaram a se modernizar, consequentemente foram ficando cada vez mais velozes. Hoje o grande exemplo que temos de velocidade são os aviões a jato.
Se a princípio o carro era sinônimo de deslocamento rápido, conforto, agilidade, etc. Hoje essas funções precisam ser reavaliadas. Algumas cidades estão próximas (se já não existe) de ter um carro para cada pessoa. Colaboram para isso os financiamentos e todo um aparato midiático e cultural que faz como que as pessoas sintam necessidade de ter um carro.
Dificilmente alguém assumirá que o carro, pelo menos nos moldes que estamos vendo, não funcionou. O deslocamento que parecia a melhor coisa que um carro poderia ter foi um grande equívoco, primeiramente não existe meio de transporte sem um lugar para o mesmo se deslocar. Nem os aviões escapam dessa regra, analisem os congestionamentos aéreos. O tempo tem que ser entendido levando em consideração por onde se trafega. Estar geometricamente próximo não quer dizer nada, por exempo, fulano fala: estou morando a dez quilômetros do centro da cidade. Dependendo da via, uma pessoa de bicicleta fará o percurso em menos tempo.
Poderia relacionar uma longa lista anti-carro, mas não vou convencer. De todo modo, lembrarei alguns detalhes: poluição ambiental, acidentes, dinheiro público em indenizações, adequações de vias e demais obras para que os carros circulem; e por aí vai.
Talvez a única justificativa que se sustenta quando se pensa em ter um carro é a questão do status. O automóvel é unipresente, com ele aparecemos, destacamo-nos, é símbolo de tecnologia e poder econômico. Não condeno esses valores. Mas assumo-os.
Então a desculpa de que precisamos de um carro para nos locomover não cola. Claro que toda análise comporta exceções, imaginemos alguém que morre em uma zona rural? Há outras.
Soluções.
Transporte coletivo, confortável, constante e barato;
Mudanças no padrão de consumo;
Reavaliação do conceito de necessidade;
Transportes alternativos: bicicletas, esteiras, bondes, etc.
P.S. Fácil não!
Recomomendação de leitura:
Enciclopédia do Mundo Contemporâneo [trad. Jones de Freitas, Japiassu Brício, renato Aguiar] 2ed. São Paulo: Publifolha/Rio de Janeiro: Terceiro Milênio, 2000. p. 56.

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