quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O trabalho nas diferentes épocas.

“A história dos esforços humanos para subjugar a natureza é também a história da subjugação do homem pelo homem.” (Max Horkheimer)

Por muito tempo o trabalho manual foi mal visto, a própria bíblia mostra-o como castigo. Quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso e tiveram como condenação o trabalho. Essa visão permaneceu no mundo grego e chegou à Idade Média “São Tomás de Aquino procura reabilitar o trabalho dizendo que todos os trabalhos se equivalem, mas, na verdade, a própria construção teórica de seu pensamento, calcada na visão grega, tende a valorizar a atividade contemplativa”. (ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena Pires, 1993. p.10)
As coisas começam a mudar na Idade Moderna, a burguesia nascente, a invenção das máquinas, as grandes navegações e o nascimento das ciências colaboram para mudar a visão sobre o trabalho. Mas foi o nascimento das fábricas e a urbanização que praticamente disseminou o trabalho com características semelhantes a de hoje tanto no campo filosófico como histórico. Também surge a exploração excessiva do trabalho, época em que as pessoas trabalhavam (e muitas ainda trabalham) em condições desumanas.
Movimentos como o socialismo e o anarquismo surgem na intenção de denunciar e modificar essa estrutura de exploração, essas teorias visavam um mundo mais dignos tendo sob comando o próprio trabalhador.
“Se num primeiro momento a natureza se apresenta aos homens como destino, o trabalho será a condição da superação dos determinismos: a transcendência é propriamente a liberdade. Por isso, a liberdade não é alguma coisa que é dada ao homem, mas o resultado da sua ação transformadora sobre o mundo segundo seus projetos.” (ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena Pires, 1993. p. 9)
As máquinas imperaram por longos anos até meados do século XX, quando começa a surgir a sociedade pós-industrial. O que impera nessa sociedade é a ampliação do setor terciário, os outros setores continuam importantes, mas acabam sendo subjugados pelo setor terciário, este capaz de desenvolver técnicas de informação e comunicação, novos serviços, publicidades, propagandas, finanças e educação acabam dominando o cenário do trabalho.
Referência:
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 2ed. São Paulo: Moderna, 1993.

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