segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Não se muda a educação com paradigmas do século XIX.

Artigo de opinião.
Por: Alexandre de Freitas.

Na minha carreira como docente não demorou muito para perceber que o modelo de educação atual está ultrapassado. O mundo mudou, as ideias mudaram e o modelo de educação continua sendo iluminista e industrial.
A consequência de tudo isso é que os alunos tornam-se desinteressados e sem motivação para ir à escola ou levá-la a sério,  sempre achei que os alunos não são totalmente culpados por certos fracassos escolares, desta vez ficou mais fácil concordar com os alunos quando esses não mostram interesse.
Fala-se muito em indisciplina, mal comportamento, baixo rendimento escolar e começam a culpar professores, gestores, alunos e por aí vai. Quando na verdade a culpa é de todo um modelo ultrapassado de educação. Como que, em pleno século XXI, com tantas plataformas informacionais e culturais como sites, enciclopédias eletrônicas, vídeos, imagens, tevê a cabo para muitas pessoas, celulares, tablet, dentre tantas outras os alunos podem permanecer em um sala vendo alguém usar a lousa e o giz e falando de um  conhecimento fragmentado que, grosso modo, separa a sociedade em dois grupos: os que estudaram e os que não estudam.
Boa parte dos professores obviamente vai falar para que o aluno estude, pois a profissão dele se baseou em estudos, é uma formação acadêmica. Esquece-se que muitas pessoas que não estudaram desenvolveram habilidades e competências não acadêmica e se deram "bem na vida" do ponto de vista econômico.
Tem, é claro, o motivo sério e justo da socialização que acontece na escola. Porém, o atual modelo é pós-moderno, dotado de valores e sentimentos diferentes (em partes) daqueles que vigoraram até a década de 1980, o que muitos profissionais da educação, especialmente os mais velhos, não conseguem entender.
Quando a escola é de periferia tudo isso se agrava. A cultura que a escola quer transmitir e exógena a realidade na qual o aluno está inserido, o que ocorre é que muitas vezes o jovem refuta veemente o moldelo de escola.
Qual seria a saída? Também não sei. Quem me conhece sabe que quase sempre levanto esse discurso da escola ultrapassada e, não raro, sou mal entendido. Quando na verdade estou apenas propondo reflexões sobre o modelo atual de educação e escola. E não sou pioneiro nessa ideia, diga-se de passagem. 
Não acredito que há fórmulas perfeitas e acabadas, acredito sim em processos doloridos e difíceis de serem implatados, mas  que podem dar algum resultado coerente com o mundo técnico-científico e informacional no qual estamos inseridos.

O vídeo abaixo nos dá um visão aproximada da situação da educação e da escola a nível mundial.

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