domingo, 21 de julho de 2013

Os patrimônios culturais em várias escalas: local, nacional e mundial.

Casas no estilo arquitetônico colonial em Ouro Preto.

Os patrimônios culturais podem ter significado local, regional, nacional e mundial. O que vai caracterizá-los com esta ou aquela abrangência é a sua histórica e a sua cultura conectadas com fatos de relevância para um determinado grupo de pessoas em várias escalas.

São Miguel das missões.

Por exemplo, São Miguel das Missões, localizado no município de São Miguel no Rio Grande do Sul, é um patrimônio mundial. Tal localidade tem sua história ligada a vários ocorridos de interesse internacional como:
  • às disputas territoriais entre Portugal e Espanha;
  • às missões jesuíticas na América do Sul;
  • aos movimentos de apresamentos de índios na região da tríplice fronteira das bandeiras e das entradas. 
Dessa forma, a importância de São Miguel das Missões envolve, no mínimo a Península Ibérica, o processo de colonização da América, o movimento jesuítico que é ligado à religião católica, etc.
Para Unesco um patrimônio cultural:

“O patrimônio é o legado que recebemos do passado, vivemos no presente e transmitimos às futuras gerações. Nosso patrimônio cultural e natural é fonte insubstituível de vida e inspiração, nossa pedra de toque, nosso ponto de referência, nossa identidade.
O que faz com que o conceito de Patrimônio Mundial seja excepcional é sua aplicação universal. Os sítios do Patrimônio Mundial pertencem a todos os povos do mundo, independentemente do território em que estejam localizados.
Os países reconhecem que os sítios localizados em seu território nacional e inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, sem prejuízo da soberania ou da propriedade nacionais, constituem um patrimônio universal "com cuja proteção a comunidade internacional inteira tem o dever de cooperar".
Todos os países possuem sítios de interesse local ou nacional que constituem verdadeiros motivos de orgulho nacional e a Convenção os estimula a identificar e proteger seu patrimônio, esteja ou não incluído na Lista do Patrimônio Mundial.

No Brasil, conforme nos diz Tatiana Mello de Oliveira e Pedro Paulo Funari / Jaime Pinsk, a Semana de Arte Moderna e o governo Vargas foram responsáveis em grande parte por começar a desenvolver de forma sistemática a noção de patrimônio histórico no Brasil.
Notem um relato o mostra que a preocupação no Brasil ocorreu:

“[...] quando o país passava por crises políticas e de identidade. As expedições de Oswaldo Cruz e outros cientistas pelo Brasil haviam desnudado as diferenças e desigualdades entre o ‘sertão’ e o ‘mar’. Ao mesmo tempo, no caso do sul do país, a expressiva presença de imigrantes frequentando escolas, nas quais se ensinava em suas línguas natais, parecia colocar em perigo a unidade brasileira [...]
FUNARI, Pedro Paulo; PINSK, Jaime. Turismo e patrimônio cultural. 4ed. São Paulo: Contexto, 2009. p. 19.

Galeria Bady Bassitt, na cidade de São José do Rio Preto-SP. Pouca preocupação para tombá-la como patrimônio. Foto: Alexandre de Freitas: 2012.

Na escala local, os patrimônios às vezes passam desapercebidos, de certa forma até ignorados, em especial em cidades de pouca projeção e que não figuram entre os grandes centros. No entanto, elas são passíveis de possuir prédios, esculturas e conjuntos de imóveis que representam a história, a memória e um cultura com significados sensíveis capazes de transmitir às gerações futuras um pouco de informação sobre o passado.  

Sugestão de leitura.
  

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