quinta-feira, 3 de julho de 2014

Vegetações naturais do Brasil, o Cerrado.

Ocupando vastas regiões do centro do Brasil o cerrado é a segunda maior formação vegetal do país com 1,9 milhões de Km². A vegetação é um exemplar sul-americano das Savanas. Seu aspecto pode variar muito, indo desde aquelas formações onde predominam gramíneas-herbáceas com arbustos espaçados até matas-galeria.
O substrato onde está o cerrado é predominantemente de planaltos aplainados com altitude entre 300 e 1700 m, ocorrem interflúvios com vertentes suaves onde ali se manifesta uma vegetação mais densa, assemelhando-se a uma floresta.
Recebe denominações como veredas, cerradão e campinas dependendo da região de ocorrência. Apesar de sua área core (principal) ser o Brasil central esse tipo de vegetação também se desenvolve em plena amazônia, formando manchas de cerrado.
Em sua área principal de ocorrência o clima predominante é o subquente úmido, de três a cinco meses é seco e outros seis meses é relativamente chuvoso. As temperaturas médias ficam em torno de 24º a 26º, com toda variação de temperatura por onde se estende tal vegetação, a mínima nunca é inferior a 18º.
O cerrado tem uma aparência xeromórfica (seca) que podemos chamá-la de falsa. Preferível chamá-lo de pseudoxeromórfico (segundo Ferri, citado por Ab'Sáber). Seus vegetais são componentes de uma flora adaptada a estação com meses secos e outros chuvosos, os lençóis freáticos da região do cerrado abastecem seus rios durante todo o ano, daí a ausência de rios temporários como no domínio das caatinga.
O cerrado vem sendo muito devastado. Em especial com a interiorização do Brasil após a construção de Brasília e em consequência, principalmente, de técnicas capazes de corrigir a acidez do solo, possibilitando assim o avanço da agricultura.
Abaixo nota-se diferentes aspetos do cerrado: árvores e arbustos com troncos retorcidos, normalmente espaçados, com vegetação gramínea e herbácea nos estratos inferiores.





Referência:
AB'SÁBER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: pontencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003
Recomendações de leituras:

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