sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Relações entre a descoberta da América e o Império Mongol.

Expansão do Império Mongol.
Crédito da imagem: Raffologia
O Império Mongol.
O Império Mongol se destaca por algumas razões que merecem ser compiladas e analisadas.
Sem dúvida foi a maior de todas as invações promovidas por um povo nômade e considerados "barbaros". Quando se fala em ImpérioMongol, com frequência se lembra do nome - Gêngis Kan (Temudjin)- fillho de Yasugai, um conhecido chefe tribal de um clã poderoso.
A situação da Mongólia no século XII, era propícia para que se formasse clãs dentro de tribus e "os clãs mais poderosos constituíam verdadeiras tribos menores, sob a vassalagem da tribo. Essa situação ocasionava uma espécie de Feudalismo nômade, uma vez que os grandes clãs possuíam muitos homens (o chefe, seus filhos e seus servos), que podiam lutar pelo Khan da tribo, numa espécie de código de cavalaria. pessoa que deu início ao maior império em extensão que o mundo já conheceu." Figueiredo In: klepsidra.
Antes do século XII, a Mongólia não possuía nenhum visibilidade no mundo, mas de repente esse povo inicia ações que os colocaria para sempre na histórica como um povo conquistador e exímios guerreiros.
Crédito da imagem: Olinda Gil.
Interessante notar que o Império Romano, não raro, aparece em excessiva posição de destaque (até que merecida), já que fazemos parte da civilização ocidental, enquanto o grande Império Mongol, apesar de ter tido uma duração mais curta, não é tão divulgado e comentado. Basta analisar os livros didáticos de história para percebemos isso.
O Império Mongol estendeu-se, em sua máxima expansão, desde o oceano Pacífico, no extremo leste da Ásia na Península da Coréia, chegando ao leste do continente europeu (Polônia/Hungria) e alcançando, ao sul, a região do sudeste asiático destruído e subjugando cidades como Angkor.
Nas palavras de Wells não podemos entender o nômade como um povo não-civilizado, mas sim devemos entendê-lo como um povo com alta especialização na sua própria linha de vida. Acostumado a agir e atuar em territórios conhecidos onde desenvolveu táticas e habilidades que os colocavam na condição de grandes conquistadores.
Comprova-se tamanha adaptabilidade, técnicas de guerras e estratégias ao analisar as grandes cidades e os grandes povos os quais os mongóis subjugaram, Bagda e Angkor podem servir de exemplos de cidades e povos com culturas altamente estruturadas como os islâmicos, cristãos, hindus e budistas tiveram que ceder aos mongóis que praticavam o xamanismo, visto como uma religião "primitiva" e uma das vertentes mais antiga do paganismo.
Marco Polo.
Crédito da imagem: História Viva.
Toda a beleza, cultura e caracteríticas desse grande império foi relatada por Marco Polo. Que fora prisioneiro em Gênova e através da narração de suas viagens surgiu o famoso livro "As viagens de Marco Polo". Um livro ditado por Marco Polo mas escrito por Rusticiano em forma de romance, porém muito conhecido na época.
O conteúdo desse livro nos apresenta o mundo mongol, por ele temos conhecimento de "que Kublai Khan, neto de Gêngis Khan, que reinava na China, preocupado em conhecer todas as religiões existentes, entregara uma carta aos irmãos Polo, em 1266, pedindo ao papa que lhe enviasse "cerca de 100 homens sábios para ensinar a doutrina cristã" - ele esperaria em vão" Jacques Brosse História Viva
O livro exaltava tanta riqueza no Oriente que teve forte influência na Europa, fazendo com que crescesse o interesse por aquelas terras. Segundo Jacques Brosse em seu artigo na Revista História Viva, o livro foi usado com fins práticos simplesmente por Cristovão Colombo, analisem:
"Existe ainda em Sevilha o exemplar de um resumo do livro de Marco Polo impresso em Antuérpia, em 1485, cujas margens estão recobertas de anotações feitas por Cristóvão Colombo; quase todas relacionadas a ouro, pedrarias, especiarias. Assim, quando ele parte de Palos em 3 de agosto de 1492, era Catai que desejava atingir pelo oeste, com o propósito de converter, enfim, o Grande Khan e persuadi-lo a marchar contra os turcos enquanto os exércitos cristãos, equipados graças ao ouro que seria trazido, iriam atacá-los pelo oeste. Mas a reputação de Colombo era, igualmente, falsa. Ele não foi um precursor, mas um retardatário, permanecendo assim até o fim. " Jacques Brosse História Viva.
A civilização ocidentalizada do Continente Americano, ao que tudo indica, teve seu território "descoberto" por uma pessoa que estava mesmo interessada em conhecer as riquezas de um grande império - o Império Mongol.

Referências:
WELLS, H. G. História Universal. 8ed. vol. 6. [trad. Anísio Teixeira] São Paulo: Cia.Editora Nacional, 1970.
FIGUEIREDO, Danilo José. In: Klepsidra - Revista Virtual de História.
Jaques Brosse In: História Viva.

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