domingo, 2 de novembro de 2014

Aspectos do Xamanismo.


O mundo é representado e percebido de várias maneiras, conhece-se aquilo que nos cerca, que é material e interage diretamente conosco e há práticas que buscam o entendimento desse mundo em observações e práticas subjetivas e espirituais - o xamanismo faz parte dessa última.
Para o romeno Mircea Eliade o ser humano obtém sua sabedoria do sagrado pois este se manifesta como algo que se difere do profano. Ele chama isso de hierofani, palavra grega que significa, literalmente, algo sagrado está se revelando em nós.
O xamanismo e uma prática cognitiva e espiritual a tradição mais antiga que conhecemos, tão antiga como o próprio homo-sapiens.
A figura do Xamã na comunidade era fazer pedidos atendendo as necessidades dos seus membros era o mágico, o curandeiro, o adivinho. Era o intermediário entre o mundo dos vivos e dos mortos. Pode ser considerado o primeiro líder religioso. Essa figura é o ancestral mais remoto do pagé, antecedeu o cientista, o filósofo, os sacerdotes. Ainda hoje há muitas comunidades indigenas e tribais que praticam o xamanismo, bom exemplo são os índios cayagangues no Brasil. [1]
Ultimamente o xamanismo vem ganhando espaço na sociedade moderna. Note-se a seguinte explicação sobre essa prática num site:
"Atualmente muitos xamãs, inclusive no Peru, rezam para Cristo e aceitam que Jesus foi um Xamã Iluminado. Podemos numa abordagem mais abrangente dizer que a Doutrina Santo Daime é um xamanismo cristão, assim como a Native American Church nos EUA, a Umbanda , a União do Vegetal, a Barquinha, o Catimbó, os cerimoniais com cogumelos de Maria Sabina, e outros. Existem traços do xamanismo em todas as religiões: no Budismo Tibetano, no Judaísmo, no Tantrismo, no Cristianismo. Isso torna muito desafiante a tarefa de separar o que é e o que não é xamanismo, pois tudo está conectado!" [2]
Fontes:
JOSTER, Gaarder; HELLERN, Vitor; NOTAKER, Henry.O livro das religiões. [trad. Isa Mara Lando] São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
ARANTES, José Tadeu. Do Xamã ao Prêmio Nobel: são todos filhos de Deus. São Paulo: Terceiro Nome; Mostarda, 2005.
Imagem do xamã: arquivo próprio, retirada e escaniada da revista Super Interessante.

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