quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A Revolução Industrial e o urbanismo.


Alguns eventos na história da humanidade são capazes de desencadear mudanças significativas e influenciar toda sociedade por um prolongado espaço de tempo, a Revolução Industrial foi um desses eventos.
Podemos entender a Revolução Industrial como um processo que ainda está em curso, sua primeira etapa ocorre na Inglaterra, no final do século XVIII, devido principalmente às mudanças no campo político e o acúmulo de capital no país que era a maior potência econômica na época1. Ela se caracteriza pelo surgimento de um sistema fabril que aos poucos vai substituindo a força humana e animal pela força das máquinas. A grosso modo, a ciência vai se unindo à técnica, novas máquinas vão surgindo num ciclo de progresso e desenvolvimento tecnológico marcantes na história da humanidade.
Costuma-se dividir a Revolução Industrial em três etapas principais:
1ª, final do séc. XVIII - surgimento da máquina a vapor e primeiros teares mecânicos;
2ª, meados do séc. XIX até aproximadamente meados do séc. XX - desenvolvimento de várias tecnologias com destaque para desenvolvimento da eletricidade, motor de combustão interna, telégrafo, telefone, avião, inovações na química etc.
3ª, a partir de 1970 e ainda em curso - grande destaque para o surgimento e desenvolvimento de tecnologias da comunicação e informação, desenvolvimento de energia nuclear, aperfeiçoamento dos meios de transporte etc.
Mas, como toda dessa mudança influenciou no urbanismo? O urbanismo, entendido como saber e técnica aplicados na elaboração e melhoria do espaço urbano, como Saboyaafirma, nasceu devido principalmente aos problemas trazidos pela Revolução Industrial.
Um dos maiores legados dessa revolução foi o crescimento urbano e com ele problemas como aglomeração irregular de pessoas, falta de saneamento básico, poluição da água, do solo e do ar, devido às fontes de energia, em especial carvão mineral, e ao descarte de produtos químicos de forma indevida, precarização das condições socioeconômicas etc. 
Problemas como esses ocorriam também nas grandes cidades da antiguidade, mas agora, a partir do século XIX, eles se tornaram mais  recorrentes e, pouco a pouco, foram se espalhando pelo mundo a partir da Europa Ocidental.
Foram situações de degradação urbana como essas descritas que influenciaram arquitetos a pensar o espaço urbano de forma mais racional e condizente com as necessidades. Os primeiros urbanistas se preocupavam principalmente com os aspectos físicos das cidadesdas cidades como meios de transportes, localização de prédios, indústrias, praças etc.
Com o tempo as preocupações urbanísticas foram se tornando mais complexas e vislumbrando novas necessidades ligadas à preservação ambiental, com os aspectos histórico-culturais e socioeconômicos que fazem parte do contexto das cidades.        

Notas:
1. Leia mais sobre a Revolução Industrial em História do Mundo.
2. Ver Urbanidades.
3. Posição defendida por Saboya. Ver Urbanidades.

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