14 abril 2018

As origens e divisões da MPA (Massa Polar Atlântica) na América do Sul.

Customização do mapa: Alexandre de Freitas. Em vermelho, MPP; em preto MPA e em cinza sub-ramos da MPA. 

Devido à concentração de ar polar nas proximidades da Patagônia sobre o oceano Atlântico, forma-se a MP - Massa Polar. Ela se dirige ao norte atraída pelas baixas pressões do subcontinente América do Sul e, ao encontrar a cordilheira dos Andes, sofre uma primeira divisão formando dois ramos: a MPP - Massa Polar do Pacífico, a qual se dirige contornando a costa oeste da América do Sul pelo oceano Pacífico e MPA - Massa Polar Atlântica, esse ramo, favorecido pelo relevo e calhas naturais dos rios, chega ao rio da Prata e sofre mais duas divisões, sendo que uma adentra pelo continente e outra margeia o litoral atlântico.
A MPP.
Esse ramo se associa a corrente marítima de Humboldt e atinge baixas latitudes da costa da América do Sul.
A MPA.
Ao se dividir na altura da foz do rio da Prata, uma parte, favorecida pelas calha dos rios da Prata, Paraguai, Paraná; dentre outros, penetra no continente provocando queda de temperatura em várias regiões, inclusive no Brasil. Partes desse sub-ramo são responsáveis pela queda da temperatura nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, podendo, inclusive, derrubar as temperatura das baixas latitudes das regiões Centro-Oeste e Norte. O ramo atlântico, deslocando-se pela costa brasileira, provoca chuvas no litoral das regiões Sul e Sudeste, principalmente, podendo, em determinadas circunstâncias, atingir o sul do Nordeste.

Referência:
MENDONÇA, Francisco; DANNMI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. pp. 111-112.            

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