12 novembro 2018

Os mitos dos nossos dias.

A5339ECF7
"Na modernidade, podemos pensar filosoficamente outros conceitos para o mito. Um dos modos de entender o mito é pensá-lo como fantasmagoria, isto é, aquilo que a sociedade imagina de si mesma a partir de uma aparência que acredita ser a realidade. Por exemplo: é mítica a ideia de progresso, porque é uma ideia que nos move e alimenta nossa ação, mas, na realidade não se concretiza. A sociedade moderna não progride no sentido que tudo o que é novo é absorvido para a manutenção e ampliação das estruturas do sistema capitalista. O progresso apresenta-se como um mito porque alimenta o nosso imaginário. Boaventura, (2003), defende que todo conhecimento científico é socialmente construído, que o rigor da ciência tem limites inultrapassáveis e que sua pretensa objetividade não implica em neutralidade, daí resulta que acreditar que a ciência leva ao progresso e que o progresso e a história são de alguma forma linear, pode ser considerado como o mito moderno da cientificidade. Quando, ao procurarmos analisar a situação presente nas ciências no seu conjunto, olhamos para o passado, a primeira imagem é talvez a de que os progressos científicos dos últimos 30 anos são de uma ordem espetacular que os séculos que nos precederam não se aproximam em complexidade. Então juntamente com Rousseau (1712 - 1778) perguntamos: o progresso das ciências e das artes contribuirão para purificar ou para corromper os nossos costumes? Há uma relação entre ciência e virtude? Há uma razão de peso para substituirmos o conhecimento vulgar pelo conhecimento científico?"
Fonte:
Filosofia / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006. pp. 22-23.

11 novembro 2018

Aula: noções de orientação e movimentos da Terra.

Conceito de antropologia cultural.

O texto a seguir aborda o conceito de Antropologia Cultural.
 

17 julho 2018

O que é uma aula? Atualização conceitual.


A pergunta: o que é uma aula? parece muito simples de se responder. E, se por acaso, pintar uma pontinha de dúvida, dicionários impressos ou online vão afirmar que uma aula é uma explanação proferida por professor a um grupo de alunos. O que de certa forma não é errado, mas precisa ser melhorado.
O conceito de aula mais apropriado deve ser: aula é uma unidade de sentido pensada e projetada para produzir um conhecimento.   
Vamos entender por que, uma explanação por si só não promove uma aprendizagem. Vemos explanações a todo momento na tevê, no ponto de ônibus no serviço etc. Mas elas são desprovidas de intencionalidade didática. Quando imaginamos que aula é ensinar alguma coisa, esse entendimento também fica carente de mais detalhamento, não que esteja errado. Um adulto responsável por uma criança a ensina a todo momento a comer, a andar, a se limpar etc. Contudo, isso é feito sem um planejamento prévio e sem projeto. Podemos ir além, é muito normal de até professores "velhos de profissão" confundirem aula com palestra ou oficina. A primeira aborda determinado assunto sem participação e sem a intenção de produzir conhecimento, a segunda ensina a realizar uma tarefa.
Analise que tudo que foi citado pode estar presente em uma aula, mas isoladamente não podemos afirmar que essas categorias são aulas.
Morin¹ já postulou que o conhecimento de informação e dados isolados não são suficientes para promover o conhecimento e, Paulo Freire², afirma que ensinar exige dar sentido a curiosidade ingênua transformando-a em curiosidade epistemológica. Por isso, aula é uma unidade de sentido. Para que ela seja realizada e corra o risco de obter sucesso é necessário um projeto e uma intencionalidade -  a de promover conhecimento.

Notas.      
1. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ed. [trad. Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya]. São Paulo: Cortez,2011.  
2. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra,1996.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Não encontrou o que queria? Pesquise na web.

Pesquisa personalizada